Sargento Vieira despede-se da Esposa e do Filho Léo
O dia 15 de junho de 2010, foi para o sargento Jorge Vieira um dia para guardar na memória. Um militar de comportamento exemplar foi detido no quartel da Polícia de Sergipe por transgressão disciplinar, segundo o Comando da PM do Estado. Muito abalado o sargento Vieira cumpriu a determinação do Comando da PM e às 8:00h se apresentou ao quartel da Polícia, localizado na rua Itabaina no centro da capital sergipana.
Amigos, familiares, deputados e militares acompanharam o líder de classe até o quartel, onde o fato foi consumado. Em um quarto pequeno com três camas sendo um bicama, o sargento Vieira agradeceu à imprensa que acompanhou todos os passos do militar desde cedo na Associação Beneficente e se despediu dizendo "Eu agradeço a atenção de vocês, mas agora esse momento é só meu", fechou a porta, deixando a sensação de que a tristeza e a solidão eram as suas principais companhias a partir daquele momento.
Companheiros de luta ficaram indignados com a atitude do comando e garantem que não vão calar, o trabalho vai continuar, a luta vai continuar. Não é prendendo um líder de classe que elas irão conseguir um diálogo tranquilo e consciente. O Capitão Samuel, diz que a legislação militar deve passar por modificações drásticas afim de não continuar punindo militares através de leis ultrapassadas e consequentemente fora da realidade em que vivemos em pleno século XXI.
O Cel. Péricles, gestor da Caixa Beneficente concorda com o capitão Samuel e classifica a prisão do sargento Vieira comp arbitrária e absurda. Já o companheiro Edgard, garante que os advogados estão agilizando os recursos cabíveis nesta questão e que fará uma vigília na sede da Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe, localizada na rua Boquim, 208, até que Vieira volte ao convívio normal com a sociedade.
Fica o convite a todos os militares e amigos do líder que está pagando com a liberdade o preço da melhorial salarial dos seus companheiros de farda.